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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Dando o ar da graça.

Faz tempo que não venho aqui heim? Que coisa!
É, mas felizmente aquela tristeza passou e faz tempo, o motivo de não aparecer por aqui, é que eu estou sem internet no trabalho e em casa meu note pequeninho não me inspira a escrever. Assim mesmo, cá estou, no pequenino tentando alguma coisa.

Bem... na verdade não queria deixar essa semana passar em branco, porque muitas coisas importantes aconteceram, boas e nem tão boas e vim contar as boas.
Não há notícia melhor para uma mãe, do que a conquista do futuro de um filho, ou pelo menos a oportunidade de conseguir melhores opções do que o pacote básico.
Essa história começou há mais ou menos dois anos, na ocasião eu estava aflita com a ida da Ágatha para uma escola em período integral, principalmente porque haviámos tentado três creches e tanto ela, como eu, não estávamos felizes. Nessa época lembro-me de ter desejado muito que quando ela entrasse para o ensino fundamental, conseguisse uma boa escola, quem sabe uma bolsa pela prefeitura.
E desejei com muita esperança...
O engraçado é que depois dessa época crítica, nãovoltei a pensar nisso, ela estava bem na escola da prefeitura em período integral e ainda está, mas um dia, a mãe de uma amiguinha da classe, com quem tenho muita afinidade comentou que estava na época das bolsas da prefeitura. Nesse momento veio a lembrança do meu desejo e eu vi essa lembrança como um sinal.
Daí por diante, uma sequência de sinais surgiram e culminaram com o sorteio e a conquista da bolsa integral para o ensino fundamental.
O que eu posso dizer? Peça, acredite e receba!
Essa foi apenas uma das coisas fantásticas que aconteceram depois que eu conheci o segredo e é por causa da minha crença nele que não vou dividir as coisas que parecem não ser boas.
Eu sei que são apenas o caminho, não o fim.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Manhã de aniversário da filhota

Arriou o molho aqui, mas ainda tá de pé a idéia de dar aquele passeio com a filhota, nada de mais, o roteiro é cinema, Mc Donald's e shopping. A noite combinamos de comer uma pizza na Wal e estou super animada. Ela também ficou entusiasmada,  quando eu disse que viria trabalhar comigo na parte da manhã e mais ou menos a cada minuto me pergunta se já está chegando a hora do almoço. Já escolheu o filme, programou a ordem de cada atividade, e já sabe de antemão que será um dia maravilhoso, sabe também que a chuva costuma sabotar nossos passeios então já veio me perguntar se a gente sairia mesmo se continuasse chovendo. O barato das crianças é que elas nunca perdem o foco e ao contrário dos adultos, não se prendem aos obstáculos.
Mesmo com toda a expectatva, o ponto alto da manhã foi a alfinetada ferina na Senhorita "acima de todos os mortais" Disse ao Cícero que era o aniversário da Tatá e ele cumprimentou-a com simpatia, o que, devo admitir, ele faz muito bem e sem esforço. (A Dona "nariz empinado" fingiu que nem ouviu)
Nesse ínterim, ele começou a contar causos sobre um sobrinho, sobre a forma como ele adorava a avó, como a respeitava e lhe tinha carinho, disse também que a mãe ficava furiosa com a relação pois a ela própria o garoto se dirigia desrespeitosamente, distante e alheio a contatos físicos (deixa para a alfinetada).
-Olha Cícero, uma coisa que eu aprendi, foi que criança so reflete o modo como as tratamos, então se você não gosta da forma como uma criança trata você, melhor se modificar.
Bingo!!!
Eu sei que a Dona "sua opinião não me interessa" nem reconheceu a desfeita, mas senti a alma lavada.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Idas e vidas

Se um dia... Por acaso... Uma mulher de bicicleta, desequilibrar e cair em cima do capô do seu carro...
Por favor, não saia esbaforido de dentro do automóvel, gritando palavrões e chamando-a de retardada ok?
O próprio desequilíbrio foi castigo suficiente, acredite em mim.
Mas, vou me estender um pouco mais no assunto, porque é sempre bom lembrar as pessoas que quando tratamos as outras pessoas como pessoas, o saldo é bem mais positivo.
Essa cena aí em cima aconteceu comigo duas vezes, no entanto, com desfechos bem diferentes.
Eu sei que parece incrível, mas as pessoas que andam de bicicleta, também gostam de chegar ao trabalho, em casa ou a qualquer que seja o destino que ele tenha planejado o mais rápido quanto possível, e como todas as demais pessoas elas também tem horários, daí que talvez seja por isso que você já tenha visto uns ciclistas que aproveitam o trânsito parado no semáforo para tentar "adiantar o seu lado", ou se é que me entende, "dar suas bicicletadas".
Do mesmo jeito que os motociclistas detestam que fechem o corredor do meio e os motoristas detestam os caminhões na faixa esquerda, os ciclistas detestam que fechem o corredor direito e o motivo é sempre o mesmo... atrasa a gente né?
Então... é por isso que a gente dá as bicicletadas, o problema é que algumas vezes, acontecem cenas como aquela que eu descrevi la  em cima, vc tá no ritmo, alguém abre a porta, vc reduz o ritmo fica difícil manter o equilíbrio no corredor, e pronto, a gente se sente um ovo estalado no capô de um carro.
Um motorista do tipo "grosso", faz o que fez o idiota lá em cima, e ainda te faz sentir um pouquinho pior, dizendo que arranhou ou amassou o carro dele, mas um motorista do tipo "ser humano" sai do carro, pergunta se você está bem e ainda te ajuda a levantar, não procurando piorar uma situação que já está bem ruim.
Sinceramente, não sei o que o motorista do tipo "grosso" ganha com uma atitude assim, mas entendo bem o que aquele do tipo "ser humano" ganhou.

sábado, 30 de maio de 2009

Em obras


Finalmente resolvi fazer umas mudanças em casa, jogar fora todas as tralhas, organizar coisas que estão me incomodando, pintar, customizar, reciclar, limpar, renovar...
Complicado é manter o foco, já que a Tatá não me dá um tempo. Acho que perdi a paciência com ela umas três vezes só coma pintura de uma parede que eu prorroguei por pelo menos seis meses, fiquei com pena, porque ela só queria brincar de fazer sujeira e eu queria fazer a coisa direito.
Quando eu já comecei a ficar bem nervosa mesmo com a tinta ficando fora de controle, resolvi botar ela de molho, deixei no banho até eu conseguir terminar a pintura, só que isso não a impediu de ficar me chamando de cinco em cinco minutos, quando finalmente desistiu de me chamar, fui atrás pra ver o que estava aprontado, mas ela havia adormecido na bacia, dormiu mesmo, e eu até que estava gostando, só que quando eu chamei ela despertou pra sempre e acabou com a minha alegria, bora lá lavar a roupa, e bora lá minha sombra arrastando o edredom no chão sujo... tem dó!!!
Mais uma bronca pra coleção, eita mãe estressada!
Não pense que foi o fim dos contratempos, no dia seguinte a continuação da pintura, só que dessa vez a tinta era uma porcaria e nem na metade da primeira demão eu já estava de a pá virada (já pensou né? Pobre Ágatha...)
Pois é... dispensei ela de novo, só que dessa vez ela não topou tomar banho, ficou por ali esperando uma brecha pra fazer arte, ahaha, depois que passa a raiva dá pra rir, mas quando eu estava lá na terceira demão e a parede não dava nem mesmo a esperança de ficar razoável eu percebo o risco que a moleca correu.
Balanço geral, a primeira parede ficou boa, fiquei bem satisfeita, mas a segunda, ficou um lixo e vou esperar até o fim de semana para dar outra demão na esperança que fique pelo menos razoável, ainda assim o ambiente ganhou luminosidade e com a nova posição dos móveis, ficou habitável, meu próximo passo é dar dar o acabamento geral na sala, tirar toda a poluição visual, sem transferir para outro cômodo e comprar dois abajours.
Portanto, aguardem cenas do próximo capítulo.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

De olhos vermelhos, de pelo branquinho...

-Feliz Páscoa mamãe!!!

Foi assim que eu acordei nessa manhã especial, mas o contrário do que eu suspeitava, ela não correu a casa procurando uma surpresa do coelhinho. Ficou um tempão assistindo a casa do mickey e eu já estava a ponto de pedir que ela fosse até a cozinha pegar um copo de água pra mim quando finalmente ela lembrou de um ovinho que estava na geladeira (presente do Cícero) e que eu disse que ela só poderia abrir na manhã de páscoa.
Na noite anterior a casa estava uma bagunça, já que eu resolvi que ao invés de passar o feriado limpando a casa, iríamos passear um pouco. Enfim, o cenário não estava agradável para essa data especial...
Também não consegui sair sozinha para comprar um ovo para ela, então deleguei a tarefa a Vaninha, que junto com a Wal, se encarregaram do problema maior.
Chegaram por volta de uma da manhã e foi então que me finalmente me inspirei a dar aquela geral no ambiente...


Valeu a pena, quando chegou no meio da escada, voltou com os olhos arregalados:
-Desce comigo mamãe, tem pegadas na escada e uma cesta cheia de chocolate... Acho que o coelhinho encontrou nossa casa dessa vez.

Ela ficou radiante com os ovos espalhados pela sala, olhava todos os detalhes, satisfeita com a surpresa do coelhinho, mas astuta e investigativa, indagava porque ele não teria ido até seu quarto, como a casa estava tão arrumada, por onde ele havia entrado e como teria saído.
Convencida com meus argumentos, abriu todos os ovos, brincou com todos os brinquedos e pediu que eu ligasse para a Isabella, para compartilhar sua experiência emocionante.

Foi assim nossa manhã de Páscoa perfeita.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Sabedoria nem sempre chega junto com a idade

Havíamos conversado por telefone e aquela pessoa, muito simpática que educadamente tomou algumas informações horas antes, estava agora diante de mim falando coisas que eu sei, mas que provavelmente não deixaria uma pessoa querida dizer sem no mínimo retrucar com alguma deselegância, mas como era um cliente, ouvi com bastante bom humor e até com alguma condescendência, também em respeito aos seus muitos cabelos brancos.

A cena foi no mínimo patética, mas demostra como as pessoas com idade mais avançada tem o dom de falar coisas sem noção e sem a menor preocupação com o estado de espírito do seu interlocutor.

Havíamos finalmente fechado negócio e repentinamente ele me olhou de cima a baixo, talvez procurando calcular minha idade (ou peso), não sei se chegou a fazer algum juízo a respeito, mas logo após breve apurada, disse sem dó nem piedade:

- Você é bonita, mas tá muito gorda, precisa fazer um regime!

Antes que eu pudesse fazer qualquer comentário, ele continuou:

-Emagrecer é muito fácil!! Voce tem que fechar a boca, ele dizia como que passando um ziper na mesma, e tomar um copo de água com algumas gotas de limão antes das refeições, ainda gesticulando...

Sempre achei que é muito fácil para as pessoas que não tem problema com o peso, aparecerem com soluções milagrosas para quem sempre brigou com a balança e saiu perdendo. Ainda assim, olho com piedade para elas, pois certamente não perderiam seu tempo dando receitas de sucesso para uma pessoa pela qual não tivesse algum tipo de carinho ou no mínimo afinidade.

Então sempre que ouço esses conselhos com simpatia, pois presumo que estou falando com alguém que de alguma forma gosta de mim.

Mais uma olhada, e finalmente resolveu perguntar:

-Que idade você tem?

-38, respondi um pouco constrangida.

Mas isso não o impediu de continuar o massacre...

-38? Mas porque tão acabada assim? Você é casada?

-Não, separada!

Então ele teve a constatação:

-Ah então é isso... Separação acaba muito com a mulher mesmo!

Cinco minutos depois eu estava contando e rindo do episódio com os companheiros de trabalho.

Embora deselegante e dizendo coisas que pessoas mais próximas talvez tenham vontade de dizer mas não dizem, fiquei pensando sobre as vantagens da idade, e contrariando o senso comum, nem sempre a sabedoria vem junto, com certeza os anos acumulados não trouxeram essa pérola para a existencia do camarada em questão, que claramente da grande importância ao aspecto físico das pessoas, mas que em nenhum momento as enxerga como seres humanos.
Defeitos são fáceis de apontar, talvez até proporcionem algum mórbido prazer, mas o que sempre me pergunto é porque as pessoas não melhoram sua própria existencia, enaltecendo e enfocando o que há de melhor ao redor?