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sexta-feira, 29 de maio de 2009

O alquimista

Pra falar a verdade, eu nunca tive curiosidade de ler nada de Paulo Coelho, tive algumas oportunidades mas realmente não achei que ele pudesse me trazer nada de novo ou surpreendente... Preconceito talvez, ou simples ignorância... Quem sabe?
O lance é que eu procurei esse livro por conta própria, ninguém me indicou, li um prefácio do Paulo Coelho no Profecia Celestina e resolvi que tinha que ler alguma coisa dele, basicamente foi isso.
Porém tenho um amigo que diz que nós não procuramos os livros, são eles quem nos encontram. O que posso dizer sobre isso é que, não há nada mais certo.
Eu simplesmente adorei a leitura, não apenas porque é descomplicada, atual e interessante, mas sobretudo, porque seu conteúdo implícito casa perfeitamente com o momento que estou vivendo.
Não é difícil perceber porque o autor sofre tanta rejeição por parte de letrados e literatos, afinal é uma literatura popular e algumas pessoas ainda acham que uma leitura para ser boa de verdade, tem que ser sinuosa e obscura.
Se o conteúdo literário dele é fraco ou não, isso só estudando letras pra dizer, para mim, o conteúdo espiritual é que relmente fez a diferença.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Inteligência emocional

Eu fico com muito medo de recomendar livros, porque o que cada um tira para si de uma leitura é completamente pessoal.
Esse livro é a revelação de que ainda que não sejamos a projeção perfeita que fazemos de nós mesmos, ainda temos como último recurso a opção de mudar, em qualquer idade e nas mais adversas situações, porém de maneira consciente.
Temos o hábito de colocar os sentimentos no automático e esse conceito era o mais difícil de assimilar no meu caso, porque nunca me dei conta do quanto estigmatizava algumas pessoas, gerando aversão e repulsa incondicional, invalidando todas as qualidades que pudessem apresentar e como esse comportamento contraproducente, parecia fazer todo o sentido pois nunca atentei para a sua verdadeira origem, e a origem poderia estar vinculada a um fato isolado, enterrado nos confins do meu falho julgamento interno.
Outro aspecto importante do livro, na minha opinião, é o enfoque da empatia (habilidade de colocar-se no lugar do outro), os benefícios de não julgar precipitadamente e como trabalhar essa característica nas crianças.
O que me agradou particularmente, foi o a abordagem científica da evolução do cérebro humano e seu funcionamento, os mecanismos que interferem na percepção da realidade e a proposta de uma nova metodologia escolar, afim de não perpetuar traços patológicos de personalidade.
É uma leitura interessante para pais e educadores, mas recomendo sobretudo aos que procuram o auto-conhecimento e o enriquecimento das relações pessoais.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Comer, rezar, amar

Esse romance autobiográfico foi para mim surpreendente. Inicialmente tenho que admitir, achei inconsistente, muito no estilo roteiro turístico e bastante cansativo, mas à medida que a história foi se desenvolvendo, alguma coisa mudou... de repente passei me identificar e a torcer para que toda aquela busca tivesse o sempre esperado, final feliz.
Ah... eu sei que é infantil, mas é inevitável... Você passa meses viajando com uma pessoa, que confessa todas as suas aflições, desnuda todos os seus pecados, mostra toda sua força. É de se imaginar que ela passará a pertencer ao seu universo e quando se dá conta, já esta projetando seus próprios sonhos.
Não é um livro para ser devorado, deve ser degustado calmamente e com longas pausas para digestão. É um guia de auto-conhecimento e de aproximação com o divino, a busca da essência que todos querem alcançar e que parecem tão distantes, mas que em verdade pulsa latente em cada um de nós.
Acho que me fez cicatrizar algumas feridas há muito abertas em relação a separação, aprendi a me perdoar e também que não vale a pena passar a vida procurando os responsáveis pelas coisas que não deram certo.
Adorei a leitura, espero um dia conseguir inserir orações e técnicas de medidação no meu dia-a-dia, pois são coisas nas quais realmente acredito.
Agradeço a Soraya por me apresentar mais essa sugestão e recomendo especialmente para as mulheres que se anulam e se penduram em casamentos infelizes como única salvação.
É uma linda história.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

A cidade do sol

A Soraya é minha incentivadora de leitura, então sempre que começo a ler um novo livro peço que ela dê suas considerações, o que me dá fôlego para seguir adiante.
Como boa incentivadora, ela nunca me conta o desfecho da história, mas me dá aquilo que um leitor não muito assiduo precisa para se interessar, sem no entando quebrar a expectativa quanto ao que virá a seguir.
Minha última consulta foi sobre o famoso "A cidade do sol" de Khaled Hosseini, minha única advertência é que quando ela disse que era muito triste, eu não captei o QUANTO triste ele seria.
Aliás, convulsivamente triste, eu emprestei minha filha pra terminar a leitura e chorei a maior parte do livro. Tudo bem que como meu pai diria, "eu choro vendo propaganda de margarina", mas alguém há de concordar comigo que esse livro dói fisicamente e faz a gente refletir moralmente questões de civilidade e humanidade. Mescla fatos reais e ficção fazendo com que pareça que a história é real.
Adorei a leitura apesar de tudo, acho que a Mariam merecia uma sorte melhor e eu mesma teria dado fim ao Rachid se estivesse por perto.
Ótimo final na medida do possível.