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quinta-feira, 14 de maio de 2009

Indivídua


Houve um tempo em que eu acreditava em verdades absolutas, mantinha vontades egoístas, e me realizava com os sonhos alheios. Felizmente hoje, acredito que nem sempre a verdade liberta, nem toda vontade prospera e os sonhos são propriedade intransferível.
É, o que para você pode parecer óbvio, para mim foi a descoberta que eu também sou um indivíduo, ou melhor, uma indivídua...
O mundo não vai parar para que eu reclame da injustiça dos homens, e eu realmente gostaria que ele parasse para ouvir essa, porque fui pisada por eles muitas vezes.
Sei que ele também não vai voltar, para que eu possa me despedir da minha mãe, do meu filho e de alguns entes queridos, que não me tiveram a consideração de me perguntar se eu deixaria que eles fossem embora.
E como grande arrogante que é, com certeza o Mundão não vai me dar aquele apoio quando eu decidir que tudo o que eu quero é sair depressa daqui, porque as coisas não aconteceram do jeito que eu mandei.

Uma coisa boa em ser indivídua, é que ela sabe que o que recebe é igualmente proporcional ao que merece. Ela não se queixa, não culpa os outros e não se justifica.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Inteligência emocional

Eu fico com muito medo de recomendar livros, porque o que cada um tira para si de uma leitura é completamente pessoal.
Esse livro é a revelação de que ainda que não sejamos a projeção perfeita que fazemos de nós mesmos, ainda temos como último recurso a opção de mudar, em qualquer idade e nas mais adversas situações, porém de maneira consciente.
Temos o hábito de colocar os sentimentos no automático e esse conceito era o mais difícil de assimilar no meu caso, porque nunca me dei conta do quanto estigmatizava algumas pessoas, gerando aversão e repulsa incondicional, invalidando todas as qualidades que pudessem apresentar e como esse comportamento contraproducente, parecia fazer todo o sentido pois nunca atentei para a sua verdadeira origem, e a origem poderia estar vinculada a um fato isolado, enterrado nos confins do meu falho julgamento interno.
Outro aspecto importante do livro, na minha opinião, é o enfoque da empatia (habilidade de colocar-se no lugar do outro), os benefícios de não julgar precipitadamente e como trabalhar essa característica nas crianças.
O que me agradou particularmente, foi o a abordagem científica da evolução do cérebro humano e seu funcionamento, os mecanismos que interferem na percepção da realidade e a proposta de uma nova metodologia escolar, afim de não perpetuar traços patológicos de personalidade.
É uma leitura interessante para pais e educadores, mas recomendo sobretudo aos que procuram o auto-conhecimento e o enriquecimento das relações pessoais.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

De olhos vermelhos, de pelo branquinho...

-Feliz Páscoa mamãe!!!

Foi assim que eu acordei nessa manhã especial, mas o contrário do que eu suspeitava, ela não correu a casa procurando uma surpresa do coelhinho. Ficou um tempão assistindo a casa do mickey e eu já estava a ponto de pedir que ela fosse até a cozinha pegar um copo de água pra mim quando finalmente ela lembrou de um ovinho que estava na geladeira (presente do Cícero) e que eu disse que ela só poderia abrir na manhã de páscoa.
Na noite anterior a casa estava uma bagunça, já que eu resolvi que ao invés de passar o feriado limpando a casa, iríamos passear um pouco. Enfim, o cenário não estava agradável para essa data especial...
Também não consegui sair sozinha para comprar um ovo para ela, então deleguei a tarefa a Vaninha, que junto com a Wal, se encarregaram do problema maior.
Chegaram por volta de uma da manhã e foi então que me finalmente me inspirei a dar aquela geral no ambiente...


Valeu a pena, quando chegou no meio da escada, voltou com os olhos arregalados:
-Desce comigo mamãe, tem pegadas na escada e uma cesta cheia de chocolate... Acho que o coelhinho encontrou nossa casa dessa vez.

Ela ficou radiante com os ovos espalhados pela sala, olhava todos os detalhes, satisfeita com a surpresa do coelhinho, mas astuta e investigativa, indagava porque ele não teria ido até seu quarto, como a casa estava tão arrumada, por onde ele havia entrado e como teria saído.
Convencida com meus argumentos, abriu todos os ovos, brincou com todos os brinquedos e pediu que eu ligasse para a Isabella, para compartilhar sua experiência emocionante.

Foi assim nossa manhã de Páscoa perfeita.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Comer, rezar, amar

Esse romance autobiográfico foi para mim surpreendente. Inicialmente tenho que admitir, achei inconsistente, muito no estilo roteiro turístico e bastante cansativo, mas à medida que a história foi se desenvolvendo, alguma coisa mudou... de repente passei me identificar e a torcer para que toda aquela busca tivesse o sempre esperado, final feliz.
Ah... eu sei que é infantil, mas é inevitável... Você passa meses viajando com uma pessoa, que confessa todas as suas aflições, desnuda todos os seus pecados, mostra toda sua força. É de se imaginar que ela passará a pertencer ao seu universo e quando se dá conta, já esta projetando seus próprios sonhos.
Não é um livro para ser devorado, deve ser degustado calmamente e com longas pausas para digestão. É um guia de auto-conhecimento e de aproximação com o divino, a busca da essência que todos querem alcançar e que parecem tão distantes, mas que em verdade pulsa latente em cada um de nós.
Acho que me fez cicatrizar algumas feridas há muito abertas em relação a separação, aprendi a me perdoar e também que não vale a pena passar a vida procurando os responsáveis pelas coisas que não deram certo.
Adorei a leitura, espero um dia conseguir inserir orações e técnicas de medidação no meu dia-a-dia, pois são coisas nas quais realmente acredito.
Agradeço a Soraya por me apresentar mais essa sugestão e recomendo especialmente para as mulheres que se anulam e se penduram em casamentos infelizes como única salvação.
É uma linda história.

terça-feira, 3 de março de 2009

Dia da piscina

Tentei reproduzir o calendário que a Táta aprendeu na escola, que na verdade ela me explicou melhor em casa, só que no paint não dá pra fazer grande coisa, mas o que ela gostou mesmo foi de colocar a data e fazer o desenho do clima então, acho que dá pra ilustrar bem a idéia da atividade.
Ontem ela estava reluzente no final do período, pra falar a verdade, eu nunca a vi tão eufórica com a escola.
Me contou sobre seus amiguinhos, especialmente do Pedro, que ainda não sabia que estava na sua classe (me contou isso com todo o entusiasmo). Pedrinho é um menino bem menor que ela, quando vi pela útima vez, ainda tinha jeitinho de bebê, e ela brinca com ele com um ar matriarcal.
Também disse que não tinha feito as refeições, porque só tinha sopinha de neném que ela não gosta, (com o calor que tem feito por aqui, eu imagino que vai passar a odiar daqui pra frente) falou da aula de ginástica, do banho na escola e estava radiante com o dia da piscina (hoje).
Quando saímos de casa o tempo estava fechado, mas logo saiu um baita sol e o dia hoje está bem bacana pra aproveitar o mergulho, então só espero que não cometam o sacrilégio de cancelar a atividade mais aguardada pelos alunos.
Agora vou atrás da minha pequena, se tiver mais novidades conto amanhã.

Xau!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Contradições escolares

Hoje estou particularmente preocupada com o retorno às aulas, embora já tenham começado no início do mes passado, somente agora, depois das duas semanas de adaptação (que ela não participou) e do carnaval é hoje que as aulas começam efetivamente.
O primeiro e único dia que ela compareceu foi um desastre, já que a professora resolveu que seria uma boa idéia chamar ríspidamente sua atenção em frente toda a classe por não estar cauçando tenis, e causando o primeiro incidente escolar do ano de 2009.

Curiosamente no mesmo dia, a professora me entregou um panfleto simpático, cujo título era "Meu recado para a mamãe", com algumas instruções para que a vida escolar das crianças seja mais saudável e proveitosa.

Uma das instruções era a seguinte, "Não me corrijam com raiva nem na presença de estranhos, pois aprendo se falar com calma".

Essa pequena contradição é o motivo da minha preocupação e por conta disso também mandei meu recado simpático para a professora.

" Bom dia professora!

Caso tenha algum recado pessoal ou informação que precise ser passada a mim, por favor anote nessa caderneta ou fale reservadamente com a Ágatha.

Atenciosamente,

Elisabeth"

Espero que ela entenda o recado.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Divagando...

Desenvolver um texto é muito complicado para mim. E não digo isso porque ache difícil encontrar um assunto sobre o qual gostaria de falar e sim porque tenho grande preocupação em ser entendida, sem margem para interpretações errôneas.
Refletindo sobre isso, um estalo me veio a cabeça... como um raio de sol, depois de longos dias frios e chuvosos.
Elizabeth Gilbert fez a observação que me deu essa rajada de sol ao constatar a sublime diferença entre os napolitanos e demais italianos, em seu livro "Comer, rezar, amar" .
Na passagem em questão ela estava estasiada com toda a atmosfera do lugar (Nápoles), mas o que mais a impressionou, foi como um povo de modos alterados, com dialeto próprio e linguagem volúvel, permeada por gírias e expressões pouco compreensíveis, conseguia se fazer entender .
Sua dedução?
Eles querem que você os entenda... Ora bolas!
Foi assim que resolvi traçar minha própria teoria sobre linguagem escrita.
Quando eu era ainda adolescente, tinha uma amiga que escrevia seu diário em códigos e quando digo códigos, pense em criptografia.
Até hoje eu não sei se ela tinha segredos inconfessáveis ou se apenas não confiava em sua mãe. Mas esse não é o caso, onde eu quero chegar é que seu método era perfeito para o público que ela pretendia atingir.
O autor pode escrever claramente e ser absolutamente complexo, ou escrever complexamente e ser absolutamente claro, não importa, o que realmente importa é quem vai entender o que ele está escrevendo.
Captou?
Então vc é o meu público.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Jogando conversa fora

Meu mico (micro da casa da Beth) pifou, então tá complicado para acessar a internet fora do trabalho, embora meu companheiro de trabalho (micro do trabalho da Beth) esteja em manutenção, tenho acesso em outra estação, então ainda tenho um jeito de dar uma geral na rede, mas é tão estranho... não fico à vontade... meu cantinho ali dentro me deixa mais segura e não me sinto exposta, aqui fora fico inibida, acho que porque a todo momento tenho que interromper o que estou fazendo e lembrar de sair da página sob o risco de algum intrometido vir ver o que estou aprontando... ah... é chato, não sei explicar.
O que quero comentar é que tenho acompanhado os blogs dos amigos e espero aprender a relatar o dia a dia de forma mais descontraída, ainda que compromissada com o objetivo do blog, não desistam de mim !!!

Atendendo a pedido_, mudei o fundo do blog... que eu tinha mesmo intenção de mudar, mas não o tinha feito por preguiça. Gostei muito do resultado e não pretendo trocar tão cedo.

A Wal ta de mudança e a Isabella finalmente vai ter um quarto só dela como há muito desejava. Não sei como vou contribuir para a decoração, acho tão difícil a idade dela, tô pensando naqueles murais de chapa, para colocar fotos... mas ainda não tenho nada certo. Vou esperar que as coisas estejam em seus lugares para finalmente decidir.A casa é ao lado do atelier, que vai ser apliado ganhando mais uma sala então o progresso é duplo.
Estou super feliz por elas, embora preferisse que viessem morar perto de mim, mas se não deu, paciência... As vezes penso que é melhor manter um pouco de distância. (Nem preciso comentar porquês)

Ontem o Roberto (ex-marido) esteve aqui na loja e de imediato lembrei da Soraya, (rindo muito agora) vou explicar...
O caso é que a Sora é uma figura, e ainda antes de entrar numa fria (ir para o Canadá) ela me contou um de seus prazeres secretos e inconfessáveis, o qual eu mesma classificaria como fútil, porém verossímil.
Na ocasião, ela me falava da felicidade implícita que havia vivenciado ao encontrar um ex-namorado garanhão e constatar que os anos foram muito generosos com ela, pois o tal ex, agora careca, gordo e pançudo, mau podia ser reconhecido tamanha a mudança.
Na verdade os anos não foram lá muito generosos comigo, mas me deram o alento de que as coisas poderiam estar muito piores... auahuahuhauhua
Chora de rir vc também Soraya, que eu tenho certeza que vc lembra dessa história!!!!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Imagens falam

Finalmente consegui dar minha indentidade ao blog, fazia um tempão que tentava montar uma imagem que tivesse a minha cara e finalmente consegui.
O engraçado foi que o mais difícil, que era conseguir uma imagem de fundo que tivesse tudo a ver com a idéia do blog e ela estava todo o tempo no fundo do meu blog de revendedora.
Fiquei muito feliz com o resultado e espero que seja mais um incentivo para aumentar meu volume de postagens.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

A cidade do sol

A Soraya é minha incentivadora de leitura, então sempre que começo a ler um novo livro peço que ela dê suas considerações, o que me dá fôlego para seguir adiante.
Como boa incentivadora, ela nunca me conta o desfecho da história, mas me dá aquilo que um leitor não muito assiduo precisa para se interessar, sem no entando quebrar a expectativa quanto ao que virá a seguir.
Minha última consulta foi sobre o famoso "A cidade do sol" de Khaled Hosseini, minha única advertência é que quando ela disse que era muito triste, eu não captei o QUANTO triste ele seria.
Aliás, convulsivamente triste, eu emprestei minha filha pra terminar a leitura e chorei a maior parte do livro. Tudo bem que como meu pai diria, "eu choro vendo propaganda de margarina", mas alguém há de concordar comigo que esse livro dói fisicamente e faz a gente refletir moralmente questões de civilidade e humanidade. Mescla fatos reais e ficção fazendo com que pareça que a história é real.
Adorei a leitura apesar de tudo, acho que a Mariam merecia uma sorte melhor e eu mesma teria dado fim ao Rachid se estivesse por perto.
Ótimo final na medida do possível.