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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Inteligência emocional

Eu fico com muito medo de recomendar livros, porque o que cada um tira para si de uma leitura é completamente pessoal.
Esse livro é a revelação de que ainda que não sejamos a projeção perfeita que fazemos de nós mesmos, ainda temos como último recurso a opção de mudar, em qualquer idade e nas mais adversas situações, porém de maneira consciente.
Temos o hábito de colocar os sentimentos no automático e esse conceito era o mais difícil de assimilar no meu caso, porque nunca me dei conta do quanto estigmatizava algumas pessoas, gerando aversão e repulsa incondicional, invalidando todas as qualidades que pudessem apresentar e como esse comportamento contraproducente, parecia fazer todo o sentido pois nunca atentei para a sua verdadeira origem, e a origem poderia estar vinculada a um fato isolado, enterrado nos confins do meu falho julgamento interno.
Outro aspecto importante do livro, na minha opinião, é o enfoque da empatia (habilidade de colocar-se no lugar do outro), os benefícios de não julgar precipitadamente e como trabalhar essa característica nas crianças.
O que me agradou particularmente, foi o a abordagem científica da evolução do cérebro humano e seu funcionamento, os mecanismos que interferem na percepção da realidade e a proposta de uma nova metodologia escolar, afim de não perpetuar traços patológicos de personalidade.
É uma leitura interessante para pais e educadores, mas recomendo sobretudo aos que procuram o auto-conhecimento e o enriquecimento das relações pessoais.

2 comentários:

irado disse...

me dá arrepios só de pensar nêsse livro/título, caramba. Me vêm lembranças horríveis das vêzes em que passei por "dinâmicas de grupo" aplicadas pelas psicopu*as ou psicopatas, psicoloucas (escolha o nome que quiser) que aplicam as tais dinâmicas dizendo estar baseadas nêsse livro.

pode até ser que as propostas do autor sejam boas (NUNCA lerei tal livro, tal a aversão que criei devido às psicopu*as).

é possível até que seja bom, já que vc fala bem dêle e vc é uma pessoa que considero como inteligente e bem centrada.

então, até acredito que são/foram as psicopu*as que distorceram aquilo que o coitado do autor propôs.

vai saber, né?

Elisabeth disse...

Nunca é muito tempo meu amigo!
É como eu disse, o que cada um tira pra si, é completamente pessoal.
Mas te empresto minhas lentes cor-de-rosa caso mude de idéia.
Adorei ver você por aqui.